Os k-dramas e a moda caminham cada vez mais juntos fora da tela: é o que explica a especialista em cultura sul-coreana Daiana Broniczak, ex-modelo de ascendência asiática, polonesa e alemã, em entrevista ao portal Entretetizei. Segundo ela, os figurinos dos doramas deixaram de ser apenas cenário e passaram a funcionar como vitrine de consumo real para o público brasileiro, influenciando desde roupas até rotinas de skincare.
Como o figurino dos k-dramas vira desejo de consumo
Broniczak conta que seu interesse pela Hallyu começou de forma pessoal, ao namorar um coreano que a apresentou à cultura do país — o que ela descreve como "um ponto sem volta". A curiosidade a levou a pesquisar marcas e produtos de beleza coreanos, e foi daí que nasceu sua leitura sobre moda nos dramas: diferente da publicidade tradicional, os k-dramas integram a moda à narrativa em vez de apresentá-la como catálogo. "A pessoa assiste e pensa: eu preciso desse look para viver aquela experiência também", resume a especialista.
Ko Moon-young, de "It's Okay to Not Be Okay": o figurino que virou referência
Entre os exemplos citados por Broniczak, um dos favoritos é a personagem Ko Moon-young, vivida por Seo Ye-ji em "It's Okay to Not Be Okay", disponível na Netflix. Para a especialista, o figurino da personagem não é só esteticamente marcante — ele reforça a personalidade dela, construída como poderosa, excêntrica e sofisticada, em vez de servir só para embelezar a cena.
As tendências dos k-dramas que já pegaram no Brasil
Segundo Broniczak, algumas estéticas vindas diretamente dos doramas já são visíveis no consumo brasileiro:
- Peças minimalistas e sobreposição de camadas (layering)
- Acessórios delicados e alfaiataria bem cortada
- Maquiagem leve e luminosa, no estilo "glass skin"
- Rotinas de skincare voltadas à prevenção, e não só à correção de problemas
Por que a moda dos k-dramas convence mais que a publicidade tradicional
Para a especialista, o segredo está na conexão emocional: como o público já se apega aos personagens antes de perceber que está diante de uma estratégia de consumo, os produtos mostrados nos dramas geram um desejo mais forte do que uma propaganda convencional — o espectador compra a peça querendo levar um pouco da história junto.
Dica para quem quer se inspirar na moda dos k-dramas
Broniczak recomenda observar primeiro os detalhes de styling de cada personagem e depois adaptar as referências à própria identidade, em vez de copiar o visual exatamente como aparece na tela. Na visão dela, a moda dos doramas deve funcionar como repertório, não uniforme.
Onde assistir a k-dramas que inspiram moda no Brasil
"It's Okay to Not Be Okay" está disponível legendado e dublado na Netflix Brasil, assim como boa parte dos títulos citados como referência de estilo pela especialista. O crescimento de páginas e criadores de conteúdo brasileiros dedicados a k-fashion nos últimos anos também ajuda a explicar por que esses looks saem da tela e chegam ao guarda-roupa do público local mais rápido do que há alguns anos.
Perguntas frequentes
Quem é Daiana Broniczak?
É especialista em cultura sul-coreana e sua influência no consumo, ex-modelo de ascendência asiática, polonesa e alemã, que se aprofundou na Hallyu depois de se relacionar com um coreano que a apresentou ao universo dos k-dramas.
Por que os figurinos dos k-dramas viram tendência de moda?
Porque os dramas integram a moda à narrativa em vez de apresentá-la como catálogo, criando conexão emocional com o espectador antes que ele perceba que está diante de uma estratégia de consumo.
Qual personagem de k-drama é citada como referência de estilo?
Ko Moon-young, vivida por Seo Ye-ji em "It's Okay to Not Be Okay" (Netflix), citada por ter um figurino que reforça sua personalidade poderosa e excêntrica.
Quais tendências de moda dos k-dramas já pegaram no Brasil?
Peças minimalistas com sobreposição de camadas, acessórios delicados, alfaiataria, maquiagem com efeito "glass skin" e rotinas de skincare preventivo.




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