A ADOR, agência do NewJeans, virou alvo de uma queixa criminal na Coreia do Sul por causa de Hanni. Na segunda-feira (28), o crítico cultural Kim Sung-soo anunciou, em coletiva de imprensa em frente à delegacia de Yongsan, em Seul, que registrou uma denúncia contra a empresa e alguns de seus funcionários pelo suposto vazamento de informações do visto da cantora à imprensa durante a disputa contratual entre o grupo e a agência. Se a acusação for comprovada, os responsáveis podem pegar até 5 anos de prisão ou multa de 50 milhões de wones (cerca de R$ 190 mil).
O que diz a queixa criminal contra a ADOR
Segundo a denúncia, a ADOR teria violado a Lei de Proteção de Informações Pessoais da Coreia do Sul. A agência, por administrar as atividades e a residência de Hanni no país, tinha acesso a dados sensíveis da artista — que é australiana de origem vietnamita — e teria repassado parte deles a veículos de mídia no auge da briga com o grupo.
Entre as informações que teriam chegado à imprensa estão:
- o tipo de visto de Hanni (E-6, categoria destinada a artistas estrangeiros que trabalham na Coreia do Sul);
- a data de vencimento do documento;
- o andamento do pedido de renovação;
- e até se a cantora havia ou não assinado os papéis necessários.
A polícia de Yongsan agora deve apurar os fatos antes de decidir se abre uma investigação formal contra a agência. Até o momento, a ADOR não se pronunciou publicamente sobre a queixa, e não há qualquer decisão sobre má conduta intencional — a denúncia é o primeiro passo do processo.
Relembre a polêmica do visto de Hanni
O episódio remonta ao período mais tenso da disputa. Depois que as integrantes do NewJeans anunciaram, em novembro de 2024, que consideravam encerrado o contrato com a ADOR, o status migratório de Hanni virou assunto constante na imprensa coreana: em fevereiro de 2025, os pais da cantora contaram que cerca de 70 matérias especulando sobre o tipo e a validade do visto foram publicadas em apenas dois dias.
A família também protestou contra o uso do termo "residente ilegal" em parte dessas reportagens e afirmou que a agência teria usado o visto como instrumento de pressão na negociação. Em 11 de fevereiro de 2025, os pais confirmaram que Hanni obteve um novo visto "por meio dos procedimentos legais apropriados", encerrando o risco de a artista ficar em situação irregular no país.
Em que pé está a briga entre NewJeans e ADOR
A queixa chega em um momento delicado: o NewJeans acabou de anunciar seu retorno aos palcos. Depois que o Tribunal Distrital Central de Seul decidiu, em outubro de 2025, que os contratos das integrantes com a ADOR seguem válidos, o grupo optou por acatar a decisão e voltar às atividades pela agência — agora como quarteto, com Minji, Hanni, Haerin e Hyein, após a saída de Danielle no fim de 2025.
Na semana passada, a ADOR divulgou os primeiros teasers do projeto "2026 Summer of NewJeans", que marca o fim de um hiato de cerca de 16 meses. Contamos aqui todos os detalhes da volta do grupo sem Danielle — e é justamente nesse cenário de recomeço que a nova frente jurídica reacende a discussão sobre a relação entre as artistas e a empresa.
O que isso muda para as fãs brasileiras
Para as Bunnies do Brasil, a principal dúvida é se o caso atrapalha o comeback — e, por enquanto, a resposta é não. A queixa mira a agência e seus funcionários, não as integrantes, e o cronograma do "2026 Summer of NewJeans" segue de pé. As novidades do retorno são divulgadas nos canais oficiais do grupo e da ADOR, e os lançamentos chegam às plataformas de streaming disponíveis no Brasil, como Spotify, Deezer e Apple Music, normalmente na madrugada de quinta para sexta no horário de Brasília, padrão dos lançamentos de k-pop às 18h na Coreia.
O caso, porém, vale ser acompanhado: uma eventual investigação formal contra a ADOR pode trazer novos capítulos públicos de uma história que o fandom esperava deixar para trás. O Dorama Universe segue de olho em cada atualização.




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