Três Vezes Adeus (Tre Ciotole, no título original italiano) chega aos cinemas brasileiros em 17 de setembro de 2026, pela distribuidora Autoral Filmes — e já virou assunto entre fãs de k-pop por um detalhe bem específico da trama: a protagonista passa a desabafar suas angústias com um recorte de papelão em tamanho real de um ídolo do k-pop que encontra jogado no lixo.
Do que trata Três Vezes Adeus
O filme é dirigido pela espanhola Isabel Coixet e acompanha Marta (Alba Rohrwacher), professora de educação física em Roma, e Antonio (Elio Germano), chef de restaurante. Depois de sete anos juntos, Antonio decide terminar o relacionamento, e Marta mergulha em uma solidão que já vinha cultivando. Pouco depois da separação, ela recebe o diagnóstico de um câncer terminal e passa a lidar, ao mesmo tempo, com o luto amoroso e com a proximidade da morte.
É um drama intimista, filmado em 35mm, que mistura humor e melancolia para falar sobre solidão, envelhecimento e as pequenas rotinas que sustentam alguém em crise — entre elas, comida e companhia. O elenco de apoio inclui ainda Francesco Carril, Silvia D'Amico, Galatéa Bellugi e Sarita Choudhury, em papéis ligados às pessoas que cruzam o caminho de Marta e Antonio durante a separação.
O recorte de papelão do ídolo do k-pop
O elemento que chamou atenção do público fã de k-pop é justamente uma dessas rotinas de Marta: ao encontrar na rua um recorte promocional, em tamanho real, de um astro do k-pop, ela leva o objeto para casa e passa a conversar com ele como se fosse um confidente silencioso. Nenhum grupo ou artista específico é citado no filme — trata-se de uma figura genérica, pensada como símbolo, e não de um cameo ou parceria oficial com algum idol ou agência coreana.
Em entrevistas sobre o longa, Isabel Coixet explicou que quis se aproximar do que as novas gerações escutam e dos ídolos que ajudam a construir a identidade delas hoje, e o k-pop entrou na história exatamente com esse peso cultural — um fenômeno global que virou parte do imaginário afetivo até de personagens fora do universo asiático. A cena resume bem um movimento que já se via em outras produções ocidentais recentes: o k-pop deixou de ser só trilha sonora de fundo e passou a ser citado como referência cultural direta, do mesmo jeito que animações e séries têm usado grupos e coreografias inspiradas no gênero para dialogar com um público jovem que cresceu ouvindo K-pop.
De onde vem a história
O roteiro, assinado por Coixet em parceria com Enrico Audenino, adapta Tre Ciotole, livro póstumo e semiautobiográfico da escritora e ativista italiana Michela Murgia, morta em 2023. A obra reúne três contos sobre relações que terminam e recomeçam, e o filme leva o mesmo tom introspectivo para a tela, mantendo a estrutura fragmentada do livro mas concentrando o olhar na trajetória de Marta.
Coixet, conhecida por dramas como A Vida Secreta das Palavras e Aprender a Conduzir, já havia trabalhado antes com histórias sobre perda e reconstrução emocional, e Três Vezes Adeus segue essa linha: um filme sobre o que resta depois que uma relação — ou uma vida — chega ao fim.
Elenco de Três Vezes Adeus
- Alba Rohrwacher como Marta
- Elio Germano como Antonio
- Francesco Carril como Agostino
- Silvia D'Amico como Elisa
- Galatéa Bellugi como Silvia
- Sarita Choudhury como a médica Dra. Benati
Onde assistir Três Vezes Adeus no Brasil
A estreia confirmada é nos cinemas brasileiros, a partir de 17 de setembro de 2026, com distribuição da Autoral Filmes. O longa já passou por mostras de cinema italiano no exterior antes de chegar aos cinemas brasileiros, e ainda não tem data anunciada para streaming. Quem quiser conferir a cena do ídolo de papelão em ação vai precisar ir à sala de cinema, pelo menos por enquanto: nada de maratonar em casa nesse primeiro momento, como se faz com dorama.
Para quem acompanha k-pop no Brasil, vale ficar de olho: mesmo sem citar um grupo específico, é esse tipo de referência que mostra o tamanho que o gênero já alcançou fora da Ásia — a ponto de virar símbolo de afeto dentro de um drama italiano elogiado pela crítica por sua sensibilidade.




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